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Justiça condena Gil Santos Filho a 52 anos de prisão por feminicídio em Cujubim

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Fachada do tribunal de justiça em Cujubim, Rondônia
Fachada do tribunal de justiça em Cujubim, Rondônia

A Justiça de Rondônia condenou Gil Santos Filho a 52 anos e seis meses de prisão pelo feminicídio de sua esposa Kedinna Ohara da Silveira, crime cometido em abril de 2025 em Cujubim. O Tribunal de Justiça de Rondônia proferiu a sentença no dia 12 de agosto de 2026, em Ariquemes, reconhecendo o uso de meio cruel e a dificuldade imposta à defesa da vítima. A pena será cumprida em regime fechado, e o réu deverá pagar indenização mínima de 300 mil reais aos familiares da vítima.

O caso ganhou destaque pela gravidade dos elementos de violência doméstica presentes desde o início das investigações. A vítima havia obtido medida protetiva contra o agressor, mas isso não impediu o desfecho fatal. O julgamento confirmou que o feminicídio ocorreu após a decisão de Kedinna de encerrar o relacionamento.

Circunstâncias do crime

A vítima foi encontrada morta com perfurações no abdômen e em outras partes do corpo, conforme o laudo pericial apresentado durante o processo. O réu utilizou recurso que dificultou a defesa da companheira, caracterizando o feminicídio em contexto de violência doméstica. As provas reunidas pelo Ministério Público foram consideradas suficientes para a condenação.

O casal mantinha um histórico de agressões que motivou a expedição da medida protetiva em favor de Kedinna. Mesmo com a ordem judicial, Gil Santos Filho não aceitou o fim do relacionamento e cometeu o crime em Cujubim. A sentença destacou a motivação misógina como agravante principal.

Decisão do tribunal

O Tribunal de Justiça de Rondônia fixou a pena em 52 anos e seis meses, determinando o cumprimento inicial em regime fechado. Além da prisão, a corte estabeleceu o pagamento de indenização mínima de 300 mil reais aos familiares da vítima como reparação pelos danos causados. A decisão foi tomada após análise detalhada de todas as provas e depoimentos colhidos no processo.

O julgamento realizado em Ariquemes reforçou o compromisso do Judiciário rondoniense com o combate à violência contra a mulher. A sentença serve como precedente para casos semelhantes que envolvem descumprimento de medidas protetivas. Familiares da vítima acompanharam a leitura da decisão e manifestaram alívio com o resultado.

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