A Polícia Civil de Rondônia deflagrou na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a Operação Ganatum II para combater suposto esquema de sonegação de ICMS na comercialização de gado entre Rondônia e Mato Grosso. A ação envolveu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em propriedades rurais e empresas localizadas em Porto Velho, Ji-Paraná e Alta Floresta. O esquema utilizava notas fiscais fictícias para registrar transferências interestaduais de bovinos que não ocorriam, evitando o recolhimento do imposto devido ao estado.
Os órgãos responsáveis pela operação foram o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Rondônia, a Delegacia de Repressão a Organizações Criminosas e a Polícia Civil de Rondônia, com apoio do Ministério Público do Estado. As investigações apontam movimentações superiores a R$ 30 milhões no período analisado. O objetivo principal é combater fraudes sistemáticas no setor pecuário que geram prejuízos à arrecadação estadual e à concorrência leal entre produtores.
Alvos e ações da operação
Os mandados foram cumpridos simultaneamente em municípios de Rondônia e Mato Grosso para garantir a apreensão de documentos e equipamentos utilizados na emissão das notas simuladas. A operação busca identificar os responsáveis pela emissão das notas fiscais fictícias e mapear a extensão do esquema. Equipes técnicas analisam os materiais recolhidos para quantificar o valor exato do ICMS sonegado.
Prejuízos à arrecadação de Rondônia
A utilização de notas fiscais simuladas permite que o imposto devido ao estado de Rondônia não seja recolhido, impactando diretamente o caixa público. O setor pecuário representa parcela relevante da economia rondoniense, e fraudes desse tipo afetam a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços. As autoridades destacam que a ação visa restaurar a concorrência leal entre os produtores que cumprem suas obrigações fiscais.
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