Um grupo de mulheres conservadoras atuantes na política brasileira avalia ingressar com uma ação judicial nos Estados Unidos contra indivíduos que elas identificam como integrantes de um suposto “gabinete do ódio”. Os autores dos ataques seriam brasileiros ligados ao bolsonarismo, entre eles o influencer Allan dos Santos, e os conteúdos teriam sido disseminados em redes sociais.
Coleta de evidências e contatos com advogados
As envolvidas, entre elas Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves e a governadora Celina Leão, reuniram publicações que consideram caluniosas, difamatórias ou injuriosas. Elas já procuraram um advogado nos Estados Unidos para analisar a viabilidade do processo, alegando que os crimes também são puníveis naquele país. A iniciativa surgiu após uma série de ataques coordenados que teriam motivado inclusive um vídeo recente de Michelle Bolsonaro.
O material compilado inclui postagens direcionadas a mulheres que atuam na política. O grupo discute ainda a possibilidade de incluir, no mesmo processo, agressões sofridas por figuras de esquerda, ampliando o escopo da eventual ação. A avaliação da medida permanece em andamento, sem data definida para eventual protocolamento.
Repercussão entre lideranças do PL
O senador Flávio Bolsonaro, o presidente do PL Valdemar Costa Neto e o deputado Marcos Feliciano aparecem entre as figuras mencionadas no contexto dos ataques. Em 1º de julho de 2026, Feliciano publicou nas redes sociais sobre o tema, enquanto Michelle Bolsonaro, na semana anterior, criticou a continuidade de contatos entre alguns agressores e seu cunhado. O texto exato divulgado por Michelle afirma que o grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio.
grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio
Michelle Bolsonaro
A possível ação judicial reflete a preocupação crescente com a disseminação de conteúdos agressivos contra mulheres na política, tanto no Brasil quanto no exterior. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o ingresso do processo nos tribunais americanos.
Leave a comment