O deputado federal Lúcio Mosquini abandonou o MDB de Rondônia após a reprovação unânime das contas do partido pelo TRE-RO, decisão que determinou a devolução de recursos públicos e a suspensão temporária do Fundo Partidário, e migrou para o PL em um momento de reorganização política para as eleições de 2026.
Reprovação das contas expõe falhas graves na gestão
A Corte Eleitoral identificou inconsistências na prestação de contas do Diretório Estadual do MDB referentes ao exercício de 2024, período em que Mosquini presidia a legenda. Essas falhas comprometeram a regularidade da movimentação financeira e levaram à desaprovação total das contas, com sanções que incluem a devolução de valores ao erário.
O episódio ocorre poucos meses antes da filiação oficial do deputado ao PL, legenda que concentra a principal força da direita em Rondônia. A decisão do TRE-RO reacendeu o debate sobre a conveniência política por trás da mudança, especialmente em um cenário de ajustes para as eleições de 2026.
Migração para o PL levanta questionamentos sobre transparência
Mesmo com a responsabilidade jurídica recaindo sobre o diretório partidário, o nome de Lúcio Mosquini aparece diretamente ligado ao período das irregularidades. A saída do MDB e a entrada no PL são vistas por analistas como uma tentativa de escapar das consequências políticas da reprovação das contas.
A suspensão do recebimento de recursos do Fundo Partidário imposta ao MDB agrava a situação financeira da legenda e coloca em xeque a imagem de gestão transparente que o partido tentava transmitir. O deputado pode apresentar manifestações e recorrer da decisão, conforme prevê a legislação eleitoral.
Reorganização política em Rondônia fica marcada por desconfiança
Com a proximidade das eleições de 2026, a migração de Mosquini para o PL é interpretada como um movimento estratégico que prioriza sobrevivência política em vez de prestar contas à sociedade. A reprovação das contas do MDB reforça a percepção de que irregularidades na administração partidária ainda não foram devidamente esclarecidas.
O caso evidencia como decisões judiciais eleitorais podem influenciar alianças e filiações em Rondônia, gerando instabilidade e alimentando críticas sobre a falta de compromisso com a transparência no uso de recursos públicos.
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