Um levantamento do programa EcoAm apresentado no 1º Fórum de Bioeconomia de Ji-Paraná identificou 25 empreendimentos ativos e 20 cadeias produtivas no município, com destaque para oportunidades em café, cacau, castanha, mel, pescado, cosméticos naturais e turismo comunitário. O evento ocorreu na segunda-feira (16) e reuniu cooperativas, associações, empreendedores, pesquisadores, gestores públicos, Sebrae, Senar e Embrapa.
Mapeamento revela potencial local
O estudo mapeou iniciativas já em operação na região central de Rondônia e apontou caminhos para agregar valor aos produtos da floresta de forma sustentável. Os dados mostram que Ji-Paraná possui condições para ampliar a bioeconomia com base na biodiversidade existente e na organização de comunidades locais.
Os setores destacados incluem produção de café e cacau, extração de castanha, apicultura, piscicultura, fabricação de cosméticos naturais e turismo comunitário. O programa EcoAm, coordenado por Almi Coelho, conduziu o diagnóstico para orientar ações futuras.
Debates propõem estruturação
Durante o fórum, participantes discutiram a criação de um conselho municipal de bioeconomia, a instalação de um hub de inovação e o estabelecimento de parcerias para certificação de produtos. As propostas visam organizar as cadeias produtivas e facilitar o acesso a novos mercados.
Ji-Paraná tem vocação natural para a bioeconomia. Temos biodiversidade, comunidades organizadas e empreendimentos que já trabalham com produtos da floresta de forma sustentável. O que precisamos agora é estruturar essas cadeias, agregar valor e abrir mercados.
Almi Coelho
Parcerias envolvem instituições
Sebrae, Senar e Embrapa participaram das discussões e devem contribuir com capacitação técnica e apoio à pesquisa. O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia por meio da valorização dos recursos locais e da geração de renda para os produtores de Ji-Paraná.
Leave a comment