Uma expedição científica está em curso na Serra do Aracá, área localizada no coração da Amazônia entre os estados do Amazonas e Rondônia, com o objetivo de identificar espécies desconhecidas de insetos e anfíbios. Pesquisadores coordenados pelo biólogo Mário de Vivo, do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo, realizam o trabalho de campo desde o início de setembro de 2026. A iniciativa integra um projeto Temático financiado pela FAPESP e conta com especialistas em entomologia, herpetologia e mastozoologia, além de estudantes de pós-graduação.
O trabalho de campo deve se estender por mais duas semanas, com retorno gradual previsto a partir do final de setembro. A região é considerada de alta biodiversidade e pouco explorada, o que eleva as chances de registro de espécies novas ou endêmicas em zona de transição entre formações florestais.
Procedimentos de coleta e análise
Os cientistas coletam insetos durante o dia com redes entomológicas e armadilhas luminosas. À noite, buscam anfíbios em riachos, poças e folhiço úmido. Todos os espécimes são transportados para análise morfológica e molecular em laboratório.
Os dados obtidos contribuirão para o conhecimento da fauna local, com possível impacto em políticas de conservação que envolvem o território rondoniense.
Potencial de descoberta na fronteira amazônica
Estamos em uma região de transição entre diferentes formações florestais. Isso aumenta muito a chance de encontrarmos espécies novas ou com distribuição geográfica restrita
Mário de Vivo
A localização da Serra do Aracá, próxima à divisa com Rondônia, permite que os resultados da pesquisa possam orientar ações de proteção ambiental em ambos os estados. A participação de instituições paulistas reforça a colaboração científica entre diferentes regiões do país.
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