O governo brasileiro apresentou uma defesa formal contra a ameaça de tarifas extras de 25% sobre produtos nacionais, conforme proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos com base na Seção 301. O chanceler Mauro Vieira assinou o documento e propôs um mapa do caminho durante reunião, enquanto o ministro da Fazenda Dario Durigan rebateu as alegações em entrevista ao g1 no dia 03/07/2026.
A iniciativa busca evitar prejuízos ao comércio bilateral, após os EUA concluírem que práticas brasileiras oneram as trocas comerciais. O Brasil argumenta que as medidas retaliatórias não beneficiam nenhuma das partes envolvidas.
Defesa formal e proposta de diálogo
A apresentação da defesa ocorreu em 02/07/2026 e reforça o papel do Brasil como parceiro comercial relevante. O governo optou por uma abordagem técnica e propositiva, com foco em resolver as divergências por meio de negociações estruturadas.
Durigan destacou a importância de priorizar a racionalidade nas discussões. Segundo ele, tarifas adicionais criam obstáculos desnecessários e afetam consumidores e empresas de ambos os países.
Rebatimento sobre o PIX
Durante a entrevista, o ministro da Fazenda contestou diretamente as críticas ao sistema de pagamentos instantâneos. Ele esclareceu que o PIX foi desenvolvido como infraestrutura nacional de acesso universal e não visa prejudicar companhias estrangeiras.
O PIX é uma infraestrutura brasileira, oferecida de forma universal. Não vejo como isso possa prejudicar os americanos. É um sistema eficiente que beneficia a todos.
Dario Durigan
O posicionamento do Brasil reforça a eficiência do sistema e seu caráter inclusivo, sem impacto negativo sobre o comércio com os Estados Unidos. A expectativa é que o diálogo prevaleça nas próximas etapas.
Perspectivas para o comércio bilateral
Autoridades brasileiras continuam a acompanhar as tratativas com o Escritório de Comércio dos EUA. O objetivo permanece a manutenção de relações comerciais equilibradas e a prevenção de medidas que elevem custos para exportadores e importadores.
Durigan reiterou que o Brasil busca soluções construtivas e que parcerias sólidas trazem benefícios mútuos. O processo segue em análise pelas equipes técnicas de ambos os países.
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