O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de investigação para apurar o uso de inteligência artificial para manipular o sistema eletrônico da Corte e forçar a aceitação automática de um recurso. A tentativa de fraude foi detectada no processo sobre aplicação de cotas raciais para ingresso no Ministério Público de Minas Gerais. O fato veio à tona em 25 de setembro de 2026.
Detecção por ferramenta interna
O tribunal identificou o uso de prompt malicioso por meio de ferramenta de IA desenvolvida internamente. O setor de tecnologia da informação do STF atuou diretamente na verificação do incidente. A análise confirmou a violação das regras de lealdade processual por parte do advogado da causa.
Medidas adotadas por Zanin
Cristiano Zanin solicitou investigação ao Ministério Público Federal e comunicou a Ordem dos Advogados do Brasil para que adote medidas disciplinares cabíveis. O ministro aplicou multa de dois salários mínimos ao advogado responsável. Todas as ações foram comunicadas formalmente às instituições envolvidas.
O episódio reforça os controles internos do Supremo Tribunal Federal contra fraudes eletrônicas em processos judiciais. O caso tramita no âmbito de discussão sobre cotas raciais no Ministério Público de Minas Gerais e segue sob análise das autoridades competentes.
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