A 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho condenou 34 pessoas por integrar organização criminosa responsável por ataques e incêndios em Rondônia. Os atos criminosos ocorreram entre 11 e 17 de janeiro de 2025 e envolveram 13 incêndios contra ônibus, além de ataques com coquetéis molotov a prédios e estruturas públicas. A sentença foi proferida após investigação que incluiu perícia telemática e apontou coordenação das ações por lideranças atuando de dentro do sistema prisional.
Condenações e penas aplicadas
Entre os condenados estão os mandantes identificados como J.P.L., A.A.L. e H.R.S., que receberam pena de 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão. B.S.A. foi sentenciado a 35 anos, 10 meses e 28 dias. Os demais executores receberam penas entre 4 e 13 anos, conforme participação individual em cada episódio registrado.
A decisão judicial destacou que as lideranças mantinham contato com os executores por meio de aplicativos de mensagens, mesmo estando recolhidas em unidades prisionais. A 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho considerou as provas obtidas pela perícia telemática para fundamentar as condenações.
Municípios atingidos pelos ataques
Os incidentes afetaram Porto Velho e os municípios de Candeias do Jamari, Mirante da Serra, Ariquemes, Alto Paraíso, Itapuã do Oeste e Guajará-Mirim. Os distritos de Jaci-Paraná, União Bandeirantes, Extrema e Nova Califórnia também registraram ocorrências durante o período de uma semana.
As ações incluíram incêndios a ônibus e arremesso de coquetéis molotov contra instalações públicas, gerando prejuízos materiais e transtornos à população local. A investigação da Polícia Civil de Rondônia identificou a estrutura hierárquica da organização e os canais de comunicação usados para planejar os atos.
Investigação e provas telemáticas
A perícia telemática foi fundamental para mapear as comunicações entre os condenados e confirmar a participação de cada um nos 13 incêndios e nos ataques com coquetéis molotov. Os dados obtidos permitiram estabelecer a cadeia de comando que partia de dentro das prisões.
Com base nessas evidências, a 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho aplicou as penas de forma individualizada, considerando o grau de envolvimento de cada réu nos eventos de janeiro de 2025. A sentença reforça o combate a organizações criminosas que atuam em diferentes regiões de Rondônia.
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