Coronel Chrisóstomo transformou uma denúncia dispersa em uma das maiores investigações parlamentares do Brasil ao liderar a criação da CPMI do INSS e expor um esquema bilionário que lesava aposentados em todo o país.
A corrida que reuniu 185 assinaturas em tempo recorde
O deputado federal de Rondônia decidiu que o silêncio não era mais opção e partiu para a ação logo após o escândalo dos descontos indevidos ganhar dimensão nacional. Ele percorreu gabinetes, telefonou para colegas e trabalhou inclusive nos fins de semana para conquistar o apoio necessário. Em apenas alguns dias, o requerimento alcançou 185 assinaturas de 14 partidos, superando com folga o mínimo de 171 exigido pela Constituição.
Chrisóstomo deu à mobilização o nome direto de “CPI do roubo dos aposentados”, colocando as vítimas no centro do debate. Ele lembrou que praticamente todas as famílias brasileiras têm um aposentado ou pensionista e que cada centavo descontado indevidamente fazia falta para remédios e alimentação. A estratégia manteve o foco humano e impediu que o caso se reduzisse a números ou burocracia.
Da Câmara à CPMI e o avanço contra os grandes operadores
Com o requerimento protocolado em 30 de abril de 2025, a pressão continuou até a instalação da comissão mista. Chrisóstomo integrou a CPMI como membro titular e manteve a cobrança por convocações e transparência nas votações. Graças a essa persistência, a investigação alcançou nomes como Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso em setembro de 2025, e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, cujos sigilos foram quebrados e analisados pela comissão.
Os trabalhos revelaram movimentações de milhões de reais e conexões entre associações, servidores e instituições financeiras. O deputado de Rondônia não recuou diante de obstáculos regimentais nem diante de tentativas de adiar oitivas, sempre defendendo que os aposentados mereciam respostas claras e rápidas.
O legado de quem recusou deixar o caso esfriar
Chrisóstomo demonstrou que um único parlamentar, ao agir com determinação, pode romper a inércia política e colocar um escândalo na agenda nacional. Sua iniciativa inicial criou o ambiente necessário para que a CPMI avançasse e identificasse os principais operadores do esquema. Hoje, o Brasil reconhece que a defesa dos aposentados ganhou força justamente porque um deputado de Rondônia decidiu percorrer corredores e recolher assinaturas quando poucos acreditavam que seria possível.
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