A Polícia Civil de Rondônia investiga a comercialização irregular de senhas para agendamento da Carteira de Identidade Nacional (CIN) no Portal do Cidadão, com intermediários cobrando entre R$ 20 e R$ 150 por vagas que deveriam ser gratuitas e acessíveis a todos os moradores.
O sistema oficial libera agendamentos toda sexta-feira às 12h30, mas as vagas esgotam em minutos, forçando quem precisa do documento a recorrer a grupos de WhatsApp e anúncios em redes sociais.
Reclamações de quem tenta agendar semanalmente
Moradores de Porto Velho relatam frustração constante ao acessar o portal no horário correto sem conseguir nenhuma data disponível. Eles destacam que a limitação de vagas cria um mercado paralelo que prejudica principalmente quem depende da identidade para direitos básicos.
Coloquei até um alarme no celular para tocar toda sexta-feira no horário da abertura das vagas, mas nunca tem. Quando entro, já não aparece nenhuma vaga disponível. Infelizmente nós acabamos indo atrás desse tipo de situação porque o sistema acaba não funcionando do jeito que deveria
Moradora anônima de Porto Velho
Impacto em quem mais precisa do documento
A dificuldade para emitir a CIN afeta diretamente pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos e analfabetos que precisam do documento para retirar medicamentos em postos de saúde.
Não consigo pegar os remédios porque não tenho identidade. Preciso dela para retirar os remédios no posto. Como não sei ler nem escrever, só consigo pela digital
Mateus Carvalho
A OAB-RO também acompanha o caso e reforça que a venda de agendamentos viola o princípio de gratuidade do serviço público.
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