O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), notificou a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes para deixar imediatamente a gestão do Hospital Regional de Vilhena, sem qualquer período de transição. A determinação foi comunicada por meio do Ofício nº 36427, assinado pela secretária Maria de Fátima Nunes, que exige a entrega das chaves, documentos, senhas, materiais e equipamentos em até 48 horas, sob pena de responsabilização civil, administrativa e criminal.
Detalhes da notificação da Sesau
A medida atinge diretamente a unidade hospitalar localizada em Vilhena e afeta pacientes em tratamento, incluindo aqueles internados na UTI. A decisão administrativa não apresentou justificativa detalhada no ofício enviado à entidade gestora. A Santa Casa de Misericórdia de Chavantes atuava na administração do hospital até o recebimento da notificação.
O documento oficial foi encaminhado sem aviso prévio à prefeitura ou à direção da unidade. A Sesau determinou que todos os acessos e materiais sejam transferidos no prazo estabelecido, sem possibilidade de negociação ou ajuste gradual.
Reação do prefeito de Vilhena
O prefeito José Luiz Nogueira (PL) criticou duramente a forma como a notificação foi conduzida e alertou para os riscos imediatos aos pacientes.
Esse ofício é uma prova que deveria levar à prisão quem o assinou. É uma pena de morte para os pacientes que estão na UTI. Não há como tirar um hospital do ar de uma hora para outra.
José Luiz Nogueira
Eles não foram comunicados com antecedência. Não houve qualquer conversa prévia. Isso é um absurdo sem tamanho.
José Luiz Nogueira
A ausência de diálogo prévio entre a Sesau e os envolvidos gerou preocupação entre profissionais de saúde e familiares de pacientes internados no Hospital Regional de Vilhena. O caso segue sob acompanhamento das autoridades locais.
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