O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros acusados de suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, após reunião com o ministro do STF Luiz Fux em seu gabinete em Brasília.
Durigan destacou que o Brasil deve cuidar de sua própria segurança pública e que o Ministério da Fazenda e a Advocacia-Geral da União (AGU) atuarão no caso com anuência do Banco Central e apoio do Itamaraty. A medida americana é interpretada como interferência em assuntos internos do país.
Reunião com o ministro do STF
A conversa entre Durigan e Luiz Fux ocorreu no gabinete do magistrado e serviu para alinhar a posição brasileira diante das sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA. O ministro da Fazenda reforçou que cabem às autoridades nacionais o combate ao crime organizado.
Segundo Durigan, o governo federal pretende analisar cada caso com atenção para evitar prejuízos a cidadãos brasileiros sem o devido processo legal interno.
Posição oficial do governo
Quem deve cuidar da segurança pública no Brasil são os brasileiros
Dario Durigan
O titular da Fazenda também afirmou que o Brasil conta com instituições sólidas para lidar com organizações criminosas. Ele ressaltou a necessidade de coordenação entre os órgãos federais antes de qualquer resposta às medidas americanas.
Análise e próximos passos
Nós vamos analisar o caso com muito cuidado. O Brasil tem suas próprias instituições e mecanismos para lidar com o crime organizado
Dario Durigan
O Banco Central e a AGU foram acionados para avaliar impactos financeiros e jurídicos das sanções. O Itamaraty deve conduzir os contatos diplomáticos necessários nas próximas semanas.
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