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Paciente de 39 anos recebe primeira aplicação de polilaminina em hospital público de Cacoal

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Hospital público de Cacoal onde ocorreu primeira aplicação de polilaminina
Hospital público de Cacoal onde ocorreu primeira aplicação de polilaminina

Um paciente de 39 anos, vítima de acidente de trânsito ocorrido em 12 de setembro de 2026, recebeu a primeira aplicação experimental de polilaminina no tratamento de lesão medular na rede pública de Rondônia. O procedimento foi realizado em 14 de setembro de 2026 no Hospital de Urgência e Emergência de Cacoal, conhecido como Heuro, sob acompanhamento da equipe de pesquisa da professora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A iniciativa marca o primeiro uso autorizado pela Anvisa em fase 1 dessa substância brasileira em um hospital público do estado.

Procedimento realizado em Cacoal

O acidente ocorreu no sábado, 12 de setembro de 2026, e o paciente foi inicialmente atendido no Heuro. Após avaliação, ele foi transferido para cirurgia no Hospital Regional de Cacoal. No dia seguinte ao procedimento cirúrgico, a equipe confirmou que o caso preenchia os critérios exigidos pelo protocolo de pesquisa e autorizou a aplicação da polilaminina ainda no Heuro. O neurocirurgião Edilton Oliveira, secretário de Saúde de Rondônia, acompanhou todas as etapas.

A polilaminina é estudada para promover a regeneração de tecido nervoso em lesões medulares agudas. O tratamento experimental integra uma pesquisa nacional em fase inicial e representa uma oportunidade de acesso a tecnologia de ponta para pacientes atendidos pelo sistema público em Rondônia.

Acompanhamento e próximos passos

A evolução do paciente será monitorada de forma rigorosa pela equipe de pesquisa da UFRJ em parceria com os profissionais do Heuro e do Hospital Regional de Cacoal. Os protocolos determinam o registro detalhado de cada fase para garantir a segurança e a validade científica dos resultados.

Esse paciente chegou, foi operado e, por preencher os critérios estabelecidos, poderá ter acesso a uma tecnologia que hoje está entre as pesquisas mais importantes do país para lesão medular. Existe esperança, mas precisamos agir com responsabilidade, respeitando a ciência, os protocolos e acompanhando cada etapa da evolução desse paciente

Edilton Oliveira

Relevância para a saúde pública estadual

Este caso amplia as possibilidades de tratamento para lesões medulares em Rondônia ao integrar o estado a uma pesquisa nacional em andamento. A aplicação no Heuro demonstra a capacidade da rede pública local de participar de estudos clínicos autorizados pela Anvisa, desde que os critérios de inclusão sejam rigorosamente observados.

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