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42% das mulheres brasileiras já apostaram online, revela pesquisa de 2026

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Smartphone com app de apostas online em varanda brasileira, representando pesquisa sobre mulheres apostando
Smartphone com app de apostas online em varanda brasileira, representando pesquisa sobre mulheres apostando

Uma pesquisa divulgada em 17 de agosto de 2026 aponta que 42% das mulheres brasileiras já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online, sendo que 20% apostam atualmente e 22% já apostaram, mas pararam. O levantamento, conduzido pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia, mostra que mais da metade das mulheres sente o efeito direto das bets em suas vidas e nas de familiares. O estudo analisou dados sobre apostadoras e pessoas afetadas por apostas de parentes ou amigos, com foco especial em mães.

Impacto além das finanças

O estudo revela que o impacto das apostas online vai muito além da crise financeira e atinge as estruturas familiares de forma profunda. Mulheres brasileiras, especialmente mães, enfrentam consequências emocionais e sociais significativas quando elas próprias ou parentes próximos se envolvem com as bets. A análise busca compreender esses efeitos para orientar ações de contenção e prevenção da crise.

O impacto das bets vai muito além da crise financeira e afeta as estruturas familiares. Essa análise mostra que é possível pensar não apenas na contenção da crise, mas na prevenção da mesma.

Beatriz Della Costa

Os dados indicam que as mulheres sofrem cobrança social maior enquanto gestoras do lar. O papel atribuído pela sociedade ao cuidado familiar faz com que elas enfrentem julgamento mais intenso quando não cumprem essa função, diferentemente do que ocorre com os homens envolvidos em apostas.

Julgamento social e aspirações

Beatriz Della Costa destaca que o homem é visto como alguém que tenta sustentar a família, o que em alguma medida o redime. Já a mulher carrega o peso de uma cobrança muito maior. Elas querem viver com um pouco mais de dignidade, para além das necessidades imediatas, e desejam levar os filhos ao cinema, pedir um delivery e pagar o material escolar sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.

O homem é visto como alguém que está tentando sustentar a família – esse é um papel honrável que, em alguma medida, o redime. A mulher, por outro lado, sofre uma cobrança social muito maior enquanto gestora do lar: o papel fundamental atribuído a ela pela sociedade é o do cuidado, e por isso ela sofre um julgamento muito maior quando não cumpre a função designada.

Beatriz Della Costa

Elas querem viver com um pouco mais de dignidade: para além das necessidades imediatas, querem levar os filhos ao cinema, pedir um delivery e pagar o material escolar sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.

Beatriz Della Costa

A pesquisa reforça a necessidade de políticas que considerem o contexto familiar e social das apostas online no Brasil. Com base nos números apresentados, especialistas indicam que o foco deve estar tanto na prevenção quanto no suporte às famílias afetadas.

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