A Prefeitura de Porto Velho deu início na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, à etapa preparatória para o combate ao Aedes aegypti com a instalação de ovitrampas em 27 bairros prioritários da capital. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), visa mapear a infestação do mosquito transmissor da dengue antes da futura implantação do Método Wolbachia. O trabalho envolve agentes de saúde que colocam armadilhas simples em pontos estratégicos das residências para atrair fêmeas e contar os ovos depositados.
Instalação de ovitrampas inicia mapeamento da infestação
Os técnicos instalam as ovitrampas em locais selecionados para medir o nível de presença do Aedes aegypti comum. Essa fase de pesquisa permite traçar um mapa preciso da circulação do vetor e planejar com eficiência as liberações futuras de mosquitos com Wolbachia. A diretora de Vigilância em Saúde, Geisa Brasil, explicou que ainda não há liberação de insetos modificados nesta etapa inicial.
Nesta fase em que estamos, o Método Wolbachia ainda não foi implementado. Trata-se de uma etapa de pesquisa essencial, onde medimos a quantidade de mosquitos da dengue comuns para entender a realidade de cada localidade. Essa medição inicial vai orientar todo o trabalho futuro, indicando, quando as liberações começarem, quais bairros precisarão de maior volume de soltura e como a nova população de mosquitos estará se comportando.
Geisa Brasil
O prefeito Léo Moraes destacou que o diagnóstico territorial é fundamental para o sucesso do projeto. Ele ressaltou a importância de conhecer a fundo a realidade local antes de adotar qualquer nova tecnologia de controle.
Planejamento baseado em ciência orienta ações futuras
Com os dados coletados, a Semusa poderá definir volumes de soltura e estratégias específicas para cada bairro. A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforçou que os cuidados tradicionais de eliminação de criadouros continuam essenciais durante todo o período.
Estamos construindo a base para uma transformação no combate às arboviroses em Porto Velho. Para que a futura implementação da Wolbachia seja um sucesso, precisamos desse mapeamento inicial. Pedimos aos moradores dos 27 bairros que recebam nossos agentes e permitam a instalação e verificação das armadilhas. Paralelamente, reforçamos que os cuidados tradicionais, como eliminar recipientes com água parada nos quintais, continuam fundamentais.
Sandra Cardoso
Os agentes seguem cronograma de visitas e verificações periódicas para garantir a qualidade das informações. O projeto integra ações de saúde pública com base em evidências científicas e busca reduzir casos de dengue, zika e chikungunya na capital rondoniense.
Participação dos moradores é fundamental para o sucesso
Os 27 bairros prioritários já recebem as primeiras armadilhas e os moradores são orientados sobre o funcionamento do equipamento. A colaboração da população permite que o mapeamento reflita a realidade de cada localidade e contribua para um planejamento mais eficaz do Método Wolbachia. A Prefeitura informa que os resultados preliminares devem orientar as próximas etapas do programa.
Antes de introduzir qualquer nova tecnologia, precisamos conhecer a fundo o nosso território. A utilização das ovitrampas nesta fase de pesquisa nos traz o diagnóstico exato da presença do mosquito em Porto Velho. É um planejamento responsável e baseado na ciência para que, quando o Método Wolbachia for de fato implementado, tenhamos a máxima eficiência no combate à dengue.
Léo Moraes
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